ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM FRENTE AS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NA CIDADE DE JOÃO PINHEIRO – MG: estudo de caso em um hospital público

  • Natállia Cristina da Silva Mendes Faculdade Cidade de João Pinheiro
  • Maria Célia da Silva Gonçalves Faculdade Cidade de João Pinheiro
  • Eliana da Conceição Martins Vinha Faculdade Cidade de João Pinheiro
Palavras-chave: Violência doméstica, Agressões, Assistência de enfermagem

Resumo

Essa pesquisa busca a compreensão de como é realizada a assistência de enfermagem com vítimas que sofreram de violência doméstica. Visa investigar como os profissionais da saúde lidam com esse problema diariamente, e se estão realmente preparados para atender e identificar essas vítimas que sofrem ou sofreram algum tipo de violência doméstica. Ainda existem inúmeros casos de violência contra mulheres mesmo com a Lei Maria da Penha que as protegem contra essas violências, porém muitas mulheres não se sentem seguras com essa Lei ou por outras razões não denunciam seus agressores. O enfermeiro deve ter conhecimentos necessários para saber atender, apoiar e descobrir da vítima os motivos que as levam esconder e não denunciar seu agressor. Prestar uma assistência adequada às vítimas para que elas se sintam acolhidas por alguém e protegida, assim dará a elas mais confiança para ajudá-las a sair daquela situação. Essa pesquisa foi realizada na modalidade qualitativa em um hospital público e em um dos ESF da cidade de João Pinheiro-MG, buscando entender como é realizada a assistência de enfermagem às vítimas que sofrem de violência doméstica. Foram realizadas entrevistas com os enfermeiros que trabalham no local para relatar suas experiências em relação a esse assunto e se eles realmente estão preparados para atender e enfrentar esse problema na sua jornada de trabalho. As vítimas que chegam a um atendimento realmente não falam que foram agredidas, pois a maioria delas não quer realizar uma denúncia, sentem medo de falar o que realmente ocorreu, querendo apenas ser atendidas. A assistência realizada pelos enfermeiros é básica, apenas fazem o acolhimento à vítima realiza a denúncia e encaminha para a assistente social deixando assim uma assistência de inacabada propiciando recidivas das violências.

Referências

ACOSTA, D. F. et al.,. Aspectos éticos e legais no cuidado de enfermagem às vítimas de violência doméstica. Texto Contexto Enfermagem, Rio Grande do Sul, v. 26, n. 3, 2017. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-07072017000300311. Acesso em: 30 mar. 2019.

ALEXANDRE, A. C. S. et al.,. Violência de gênero sob a ótica e cuidado do enfermeiro: assistência à mulher vitimada. Enfermagem Brasil, v. 18, n.1, ano 2019. Disponível em http://portalatlanticaeditora.com.br/index.php/enfermagembrasil/article/view/2433/pdf Acesso em abr. 2020.

CUNHA, Y. F. F.; SOUZA. R. R. Gênero e enfermagem: um ensaio sobre a inserção do homem no exercício da enfermagem. Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde, V. 13. N. 13, ANO 2016. Disponível em https://revistas.face.ufmg.br/index.php/rahis/article/view/140-149 Acesso em abr. 2020.

HASSE, M.; VIEIRA, E. M. Como os profissionais de saúde atendem mulheres em situação de violência? Uma análise triangulada de dados. Saúde Debate, Rio de Janeiro, v. 38, n. 102, 2014. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/sdeb/v38n102/0103-1104-sdeb-38-102-0482.pdf . Acesso em: 30 mar. 2019.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Panorama cidades. Disponível em https://cidades.ibge.gov.br/brasil/mg/joao-pinheiro/panorama Acesso em abr. 2020.

JESUS, D. Violência contra a mulher: aspectos criminais da lei n. 11.340/2006. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2015.

LETTIERE, A.; NAKANO, A. M. S. Violência doméstica: as possibilidades e os limites de enfrentamento. Latino-am. Enfermagem, São Paulo, v. 6, n. 8, 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rlae/v19n6/pt_20.pdf . Acesso em: 30 mar. 2019.

LIMA, P. M. F. Violência contra a mulher: o homicídio privilegiado e a violência doméstica. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2013.

MORAIS, S. C. R. V.; MONTEIRO, C. F. S.; ROCHA, S. S. O cuidar em enfermagem à mulher vítima de violência sexual. Texto Contexto Enfermagem, Florianopolis, v. 19, n. 1, 2010. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/tce/v19n1/v19n1a18.pdf . Acesso em: 30 mar. 2019.

MUSZKAT, M.; MUSZKAT, S. Violência Familiar. São Paulo: Blucher, 2018.

PATRÍCIO, Z. M. Introdução à pratica de pesquisa socioambiental. Curso de Especialização em gestão de Recursos Hídricos. Florianópolis: UFSC/UFAL/FUNIBER, 2005.

SANTOS, E. A. G. et al.,. Lei Maria da Penha: Em favor da vida, pelo fim da impunidade. Brasília: Senado Federal, 2015.

SILVA, R. M.; CARDOSO, F. S. Violência doméstica: um estudo sobre a situação psicossocial de mulheres atendidas numa delegacia de polícia, em minas gerais. Revista da Graduação em Psicologia da PUC Minas, Minas Gerais, v. 2, n. 3, 03 dez. 2016. Disponível em: file:///C:/Users/USER/Downloads/14265-50745-3-PijB.pdf . Acesso em: 30 abr. 2019.

VILELA, L. F. (coord.) Manual para atendimento às vítimas de violência na rede de saúde pública do Distrito Federal. Brasília: Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, 2008.

VIEIRA, L. B. et al.,. Abuso de álcool e drogas e violência contra as mulheres: denúncias de vividos. Revista Brasileira de Enfermagem, 2014 mai-jun;67(3):366-72. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reben/v67n3/0034-7167-reben-67-03-0366.pdf Acesso em abr. 2020.

Publicado
2020-05-22
Como Citar
MENDES, N. C. DA S.; GONÇALVES, M. C. DA S.; VINHA, E. DA C. M. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM FRENTE AS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NA CIDADE DE JOÃO PINHEIRO – MG: estudo de caso em um hospital público . Scientia Generalis, v. 1, n. 3, p. 20-36, 22 maio 2020.
Seção
Relato de Caso e/ou Experiência