SOFTWARES LIVRES BRASILEIROS DE ACESSIBILIDADE AO BRAILLE: funcionalidades e potencialidades do Brailendo e Braille Fácil

  • Rosalia Andrighetto Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Elizandra Mayer Leite Preichardt Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), campus Cerro Largo
  • Daiane Hoffmann Mumbach Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), campus Cerro Largo
Palavras-chave: Brailendo, Braille Fácil, Cegos, Deficiência visual, Softwares

Resumo

No presente artigo são descritos recortes das ações empreendidas no âmbito acadêmico, a saber: investigação bibliográfica, interações dialógicas, oficina didática, manipulação de softwares livres de acessibilidade ao braille, escrita de trabalho de conclusão de curso e artigo de divulgação científica. Mediante uma pesquisa exploratória de cunho qualitativo, tais ações foram norteadas pelo propósito de compilar, de forma sumária, apontamentos de aspectos relevantes para uma compreensão inicial acerca da deficiência visual (causas, graus, percentuais estatísticos dentre a população brasileira, surgimento da escrita braille e seus recursos), a fim de construir uma via de acesso rápido de divulgação ao público interessado. Por meio deste compilado espera-se ressaltar a importância da disponibilidade de softwares livres (especificamente o Brailendo e o Braille Fácil) e difundir as suas funcionalidades e potencialidades como instrumentos facilitadores da práxis docente por subsidiar o trabalho do professor com o braile de uma forma acessível e prática.

Referências

ANDRIGHETTO, Rosália; MUMBACH, Daiane Hoffmann. Educação especial e inclusiva em foco: um olhar para a Revista Química Nova na Escola. In. PAIM, Robson Olivino; ZIESMANN, Cleusa Inês; PIEROZAN, Sandra Simone Höpner; LEPKE, Sonize. (Org.). Educação Especial e Inclusiva e(m) Áreas do Conhecimento. Curitiba: Editora CRV, pp. 67-84, 2019a.

ANDRIGHETTO, Rosália; CARDOSO, Caroline Rubi, LUCHESE, Thiago de Cacio. A vivência formativa de uma estudante do Ensino Médio no ambiente universitário: olhares para a Química e a pesquisa científica. Revista Química Nova na Escola, v. 41, n. 3, pp. 286-299, 2019b.

BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). 2015a.

BRASIL. Pesquisa nacional de saúde – 2013: acesso e utilização dos serviços de saúde, acidentes e violências. Brasil, grandes regiões e unidades da federação. IBGE, Coordenação de Trabalho e Rendimento. Rio de Janeiro: IBGE, 2015b. Disponível em: <https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv94074.pdf>. Acesso em: 10 nov. 2019.

BRASIL. Decreto nº 9.099, de 18 de julho de 2017. Dispõe sobre o Programa Nacional do Livro e do Material Didático. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/decreto/D9099.htm

>. Acesso em: 25 nov. 2019.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Educação é a Base. Brasília MEC/CONSED/UNDIME, 2019.

BENITE, Anna Maria Canavarro. et al. Formação de Professores de Ciências em Rede Social: uma Perspectiva Dialógica na Educação Inclusiva. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, v. 9, n. 3, pp. 1-21, 2009.

BORGES, José Antonio; CHAGAS Jr, Geraldo José Ferreira. Impressão Braille no Brasil: o papel do Braivox, Braille Fácil e Pintor Braille. In: I SIMPÓSIO BRASILEIRO SOBRE SISTEMA BRAILLE, 2001, Salvador. Anais eletrônicos do I Simpósio Brasileiro sobre Sistema Braille, 2001. Disponível em: <http://www.bancodeescola.com/borges.htm>. Acesso em: 18 nov. 2019.

CACHAPUZ, Antonio. et al. A necessária revolução do ensino de ciências. São Paulo: Cortez, 2005.

CAMARGO, Eder Pires de. Inclusão Social, Educação Inclusiva e Educação Especial: Enlaces e Desenlaces. Ciência & Educação (Bauru), v. 23, n. 1, pp. 1-6, 2017.

CAVALCANTE, Aparecida Maria Maia. Educação visual: atuação na pré-escola. Revista Benjamin Constant, Rio de Janeiro, n.1, pp.11-30, set. 1995.

CIDADE, Ruth Eugênia Amarante; FREITAS, Patrícia Silvestre de. Introdução à educação física e ao desporto para pessoas portadoras de deficiência. Curitiba: Editora UFPR, 2002.

CUNHA, Marcia Borin da. Jogos no ensino de química: Considerações teóricas para sua utilização em sala de aula. Química Nova na Escola, São Paulo, v. 34, n. 2, pp. 92-98, 2012.

DUTRA, Claudia Pereira. Parecer sobre a grafia da palavra “braille”. Revista Benjamin Constant, Rio de Janeiro, n. 31, p. 27, ago. 2005.

MACHADO, Bell. Ponto de cultura cinema em palavras: a filosofia no projeto de inclusão social e digital. In: MOTTA, Lívia Maria Villela de Mello; ROMEU FILHO, Paulo. (orgs.). Audiodescrição: Transformando Imagens em Palavras. São Paulo: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, 2010.

FERNANDES, Jomara Mendes; FREITAS-REIS, Ivoni. Estratégia didática inclusiva a alunos surdos para o ensino dos conceitos de balanceamento de equações químicas e de estequiometria para o Ensino Médio. Química Nova na Escola, São Paulo, v. 39, n. 2, pp. 186-194, 2017.

JANUZZI, Gilberta de Martino. A Educação do Deficiente no Brasil: Dos Primórdios ao Início do século XXI. Campinas: Autores Associados, 2004 (Coleção Educação Contemporânea).

LAPLANE, Adriana. Uma Análise para a Implementação de Políticas de Inclusão no Brasil e na Inglaterra. Revista Educação e Sociedade. Campinas, v. 27, n. 96, pp. 689-715, 2006.

LÜDKE, Menga; ANDRE, Marli Eliza Dalmazo Afonso de. Pesquisa em Educação: Abordagens Qualitativas. EPU, 2 ed., 2013.

MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar: o que é? por quê? como fazer? São Paulo: Moderna, 2003.

MARTINS, Eduardo. Manual de redação e estilo. São Paulo: O Estado de São Paulo, 1990.

MOTTA, Lívia Maria Villela de Mello. Audiodescrição na Escola: abrindo caminhos para leitura de mundo. Editora: Pontes Editores, 2016.

ROMERO, Rosana Aparecida Silva; SOUZA, Sirleine Brandão de. Educação inclusiva: Alguns marcos históricos que produziram a educação atual. Resumo publicado nos anais EDUCERE, 2008. Disponível em: <https://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2008/447_408.pdf >. Acesso em: 18 nov. 2019.

SILVA, Marcela Ribeiro; CAMARGO, Eder Pires de. O Atendimento Pedagógico Especializado e o ensino de Física: uma investigação acerca do processo de ensino e aprendizagem de uma aluna cega. Ensaio: Pesquisa em Educação em Ciências, v. 20, pp. 1-23, 2018.

ULIANA, Marcia Rosa; MÓL, Gerson de Souza. A In/Exclusão Escolar de Estudantes Cegos no Processo de Ensino-aprendizagem da Matemática, Física e Química. Revista Diálogos, v. 3, n. 2, pp. 135-153, 2015.

ULIANA, Marcia Rosa; MÓL, Gerson de Souza. O Processo Educacional de Estudante com Deficiência Visual: uma Análise dos Estudos de Teses na Temática. Revista Educação Especial, v. 30, n. 57, pp. 145-162, 2017.

ULIANA, Marcia Rosa; MÓL, Gerson de Souza. Formação de Professores de Matemática na Perspectiva da Inclusão de Estudantes com Deficiência Visual: Análise de uma Experiência Realizada em Rondônia. Revista da Rede Amazônica de Educação em Ciências e Matemática, v. 7, n. 2, pp. 127-145, 2019.

TORRES, Elisabeth Fátima; MAZZONI, Alberto Angel; de MELLO, Anahi Guedes de. Nem toda pessoa cega lê em Braille nem toda pessoa surda se comunica em língua de sinais. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 33, n. 2, p. 369-385, maio/ago. 2007.

VERASZTO, Estéfano Vizconde. et al. Conceitualização em Ciências por Cegos Congênitos: um Estudo com Professores e Alunos do Ensino Médio Regular. Revista electrónica de enseñanza de las ciencias, v. 17, n. 3, pp. 540-563, 2018.

VYGOTSKI, Lev Semenovitch. Obras escogidas – V: fundamentos de defectología. El niño ciego. In Problemas especiales da defectologia. Habana: Editorial Pueblo y Educación, 1997, pp. 74-87.

WARNOCK, Mary. Special education needs. Report of the Committee of Inquiry into the Education of Handicapped Children and Young People. Londres: HMSO, 1978.

Publicado
2020-05-22
Como Citar
ANDRIGHETTO, R.; PREICHARDT, E. M. L.; MUMBACH, D. H. SOFTWARES LIVRES BRASILEIROS DE ACESSIBILIDADE AO BRAILLE: funcionalidades e potencialidades do Brailendo e Braille Fácil . Scientia Generalis, v. 1, n. 3, p. 1-19, 22 maio 2020.
Seção
Relato de Caso e/ou Experiência