BIOFERTILIZANTE PARA A CULTURA DO COENTRO-COMUM (Coriandrum sativum) UTILIZANDO RESÍDUO DO PROCESSAMENTO DA MANDIOCA (Manihot esculenta)

Autores

  • Jefferson Silva Costa Escola Técnica Estadual Ariano Vilar Suassuna https://orcid.org/0000-0002-1771-3475
  • David Gabriel Ferreira Dias
  • Jovane da Silva Barros Escola Técnica Estadual Ariano Vilar Suassuna
  • Elissa Silvestre de Freitas Escola Técnica Estadual Ariano Vilar Suassuna
  • Davi André da Silva Melo Universidade Federal da Paraíba
  • Samyle Alves de Oliveira Escola Técnica estadual Ariano Vilar Suassuna
  • Samara Maria Soriano de Moura Universidade Federal de Pernambuco
  • Luiz Arthur Alexandre de Almeida Escola Técnica Estadual Ariano Vilar Suassuna
  • Carla Bismarck Lopes Escola Técnica Estadual Ariano Vilar Suassuna

DOI:

https://doi.org/10.22289/sg.V4N2A3

Palavras-chave:

manipueira, sustentabilidade, poluição do solo, fertirrigação

Resumo

A manipueira é um resíduo do processamento da mandioca com potencial poluidor, sendo crucial encontrar alternativas para o seu descarte e reaproveitamento. O presente estudo objetivou averiguar o potencial desse resíduo como biofertilizante, através do método de fertirrigação, na cultura do coentro-comum (C. sativum). A pesquisa ocorreu através da diluição da manipueira em água em 9 concentrações, de 10% até 90%; além disso houve a conservação de amostras com 0%, contendo apenas água, e 100%, contendo manipueira pura. Os resultados mostraram que as sementes de coentro fertirrigadas com soluções acima de 70% apresentaram surgimento de larvas no solo após o 18° dia; outro dado importante é que no 20° dia foi constatada a morte de todos os espécimes fertirrigados com soluções acima de 30%, sendo esse fato precedido por atrofiamento foliar (soluções acima de 80%) e folhas amareladas. Esses dados podem ser explicados pelo processo de sodificação do solo (pH > 8,5), ocorrido nessas amostras. Além disso, todas as amostras não estabilizaram o pH dentro da zona ótima para a maioria das culturas (entre 5,5 e 7,0), o que pode explicar a morte dos espécimes no 25° dia. Dito isto, é reforçado o impacto ambiental da manipueira para o processo de germinação e desenvolvimento botânico, o que reitera a importância de pesquisas que objetivem encontrar alternativas para o reaproveitamento desse resíduo. Dessa forma, é preciso aprofundar as pesquisas e, inclusive, ampliar o leque de culturas testadas em cada diluição.

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Biografia do Autor

Jefferson Silva Costa, Escola Técnica Estadual Ariano Vilar Suassuna

Foi bolsista de Fomento à Inovação da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE), nível 06 (2022-2023). Licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Alagoas - Campus Arapiraca (2014), Especialista em Educação Ambiental na Faculdade de Educação São Luís (2016). Possui mestrado em Ensino das Ciências (PPGEC) pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), sendo finaciado com bolsa da CAPES. Integrante do Grupo Pesquisas Praticas de Ensino (GePPEn), registrado no CNPq. Atualmente professor efetivo da rede Estadual de Educação de Pernambuco, tendo sido selecionado em processo interno para lecionar na Escola Técnica Estadual Ariano Vilar Suassuna (ETEAVS) a partir de 2020. Pesquisador de temáticas relativas aos processos de construção de conceitos na formação de professores de Ciências e Biologia e processos interacionistas na formação de conceitos Científicos, tudo isso dentro do bojo da Semiótica Social e leitura de imagens. É sócio da Associação Brasileira de Pesquisa para Educação em Ciências (ABRAPEC), desde 2017, e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) desde 2018.

Carla Bismarck Lopes , Escola Técnica Estadual Ariano Vilar Suassuna

Foi Bolsista de Fomento à Inovação, nível BFI - 06, da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (2022-2023), orientando estudantes bolsistas e colaboradores no desenvolvimento de suas ações. Atualmente é professora da Escola Técnica Estadual Ariano Vilar Suassuna, na qual desenvolve pesquisas na área social, participa do Clube de Ciências e leciona as disciplinas de Química e unidades curriculares do Itinerário Formativo de Saúde Coletiva e Qualidade de Vida. É integrante do Grupo de Pesquisas "Produtos Naturais Bioativos", registrado no CNPq e certificado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco. Possui graduação em Licenciatura em Química pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (2006), Mestrado em Biotecnologia Industrial pela Universidade Federal de Pernambuco (2015) e Doutorado em Química pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (2020). Já atuou em diversas Instituições Escolares da Rede Estadual de Educação de Pernambuco desde seu ingresso como professora efetiva da rede (2006), tendo exercido suas atribuições em escolas do interior do estado (Garanhuns) e da Região Metropolitana do Recife, apresentando experiência como Técnica da Gerência Regional de Educação Recife Norte (2019) e Educadora de Apoio da Escola Maria Amália (2019 - 2021), possuindo certificação e habilitação do Programa de Gestão Escolar de Pernamuco (PROGEPE/2023). Além disso, foi Técnica de Laboratório da Companhia Pernambucana de Saneamento (2007-2013), professora EAD do Instituto Federal de Educação de Pernambuco (2017-2018) e da Universidade de Pernambuco (2015-2018) com ampla experiência em orientação de porjetos nesta útima. Desenvolve pesquisas na área de Microbiologia Industrial, Fermentação, reaproveitamento de resíduos químicos e saúde coletiva associada as necessidades de comunidades carentes de Garanhuns-PE.

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Publicado

08-08-2023

Como Citar

SILVA COSTA, Jefferson; GABRIEL FERREIRA DIAS , David; DA SILVA BARROS, Jovane; SILVESTRE DE FREITAS , Elissa; ANDRÉ DA SILVA MELO, Davi; ALVES DE OLIVEIRA, Samyle; MARIA SORIANO DE MOURA, Samara; ALEXANDRE DE ALMEIDA , Luiz Arthur; BISMARCK LOPES , Carla. BIOFERTILIZANTE PARA A CULTURA DO COENTRO-COMUM (Coriandrum sativum) UTILIZANDO RESÍDUO DO PROCESSAMENTO DA MANDIOCA (Manihot esculenta). Scientia Generalis, [S. l.], v. 4, n. 2, p. 42–51, 2023. DOI: 10.22289/sg.V4N2A3. Disponível em: http://scientiageneralis.com.br/index.php/SG/article/view/480. Acesso em: 15 jun. 2024.

Edição

Seção

Artigos Originais

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